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O Encontro Regional de Mulheres Defensoras dos Direitos Humanos em Assuntos Ambientais: Fortalecendo a Liderança e a Incidência das Mulheres Defensoras nos Processos Internacionais de Governança Ambiental e de Igualdade de Gênero reuniu mulheres de vários países da América Latina e do Caribe, além de representantes da ONU Mulheres.
Realizado em Antígua, na Guatemala, nos dias 28 e 29 de setembro, o encontro teve como objetivo promover o diálogo e a troca de experiências sobre a participação feminina nos espaços de discussão ambiental, além de fortalecer a conexão entre as mulheres e as organizações que defendem as pautas ambientais.
No decorrer da programação, dialogou-se sobre a Convenção sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Convenção de Combate à Desertificação (UNCCD), o Acordo de Escazú, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e a Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW).
Considerando os aspectos ambientais e a igualdade de gênero, foram discutidos avanços, desafios e mecanismos que possam garantir a participação e a voz das mulheres nas discussões e decisões ambientais que impactam diretamente as famílias que vivem nesses territórios e atuam na defesa dos biomas, da biodiversidade e de seus modos de vida.
Como destaca Larissa Cervi, analista de programas da ONU Mulheres no Brasil: “As mulheres defensoras já estão na linha de frente da defesa dos territórios e da construção de respostas à crise climática. O desafio é assegurar que esse protagonismo também esteja presente nos espaços onde as decisões são tomadas. Por isso, com o apoio de Luxemburgo e, no Brasil, também da Áustria, a ONU Mulheres vem trabalhando com defensoras e organizações de diferentes territórios para fortalecer sua articulação e incidência nos processos regionais e internacionais de clima e meio ambiente. Ficamos muito felizes de apoiar, neste encontro, a participação de três defensoras brasileiras, trazendo experiências e perspectivas de mulheres da Caatinga, indígenas e quilombolas e aproximando suas experiências e agendas das de defensoras de toda a região”.
O evento contou, pela primeira vez, com a representação do bioma Caatinga, por meio da participação de Alane Naiara Silva, jovem de uma comunidade tradicional de Fundo de Pasto. Exclusivamente brasileiro, o bioma possui particularidades, potencialidades, modos de vida, fauna e biodiversidade próprios.
A presença da Caatinga reforça a importância da construção e do fortalecimento de alianças e da troca de experiências que também contribuem para fortalecer a atuação no território. Como destaca Alane Silva: “A participação neste encontro marca um importante momento para as discussões ambientais e o fortalecimento do compromisso da defesa da biodiversidade e direitos humanos para as populações da caatinga”.
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Texto e fotos: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa