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Em uma ação estratégica para a consolidação da Convivência com o Semiárido, sete comunidades acompanhadas ações de Recaatingamento nos municípios de Canudos, Campo Formoso, Casa Nova, Curaçá, Remanso, Campo Alegre de Lourdes e Pilão Arcado que contam com ações de Recaatingamento foram contempladas com 80 kits de apicultura e meliponicultura. A entrega integra o projeto estadual de fortalecimento dessa cadeia produtiva, visando a dinamização dos derivados do mel em diversos territórios baianos.
Mais do que o fomento econômico, a iniciativa reconhece que a criação de abelhas (com e sem ferrão) é uma das formas mais eficazes de proteção do bioma Caatinga. Ao vincular a geração de renda à conservação da Caatinga em pé, a política pública confronta o modelo predatório de exploração da terra, provando que a biodiversidade é o maior patrimônio das comunidades tradicionais.
A entrega desses kits funciona como um incentivador para a soberania alimentar e econômica, pois diversifica a fonte de renda das famílias agricultoras; gestão coletiva, uma vez que estimula a organização comunitária e os processos de defesa das comunidades tradicionais de Fundo de Pasto e áreas de Recaatingamento e equilíbrio ambiental, ao garantir a polinização da flora nativa, essencial para a regeneração do bioma.
A entrega desses materiais foi articulada via Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Superintêndencia da Agricultura Familiar (SUAF) do Governo da Bahia, marca um posicionamento político: o combate à fome no Semiárido passa, obrigatoriamente, pelo fortalecimento das identidades territoriais. Ao investir na apicultura e meliponicultura, o Estado fornece meios de produção para que as famílias agricultoras exerçam sua autonomia. Esta ação reforça que a conservação ambiental não é um entrave ao desenvolvimento, mas a base para uma economia solidária que respeita o Semiárido.
Texto: Eixo Educação e Comunicação