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Cooperativas da agricultura familiar são apresentadas a novo projeto financiado pelo Ecoforte

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Lideranças de associações, cooperativas e grupos da agricultura familiar dos territórios Sertão do São Francisco e Piemonte Norte do Itapicuru, na Bahia, participaram, nos dias 16 e 17 de abril, do evento de apresentação e planejamento de ações do projeto Ecoforte Redes – Estruturação e Fortalecimento da Rede Central da Caatinga no Semiárido Baiano.

A atividade foi realizada no Centro de Terapias Naturais Gianni Bandi (CETGIBI), em Juazeiro (BA), reunindo também parcerias institucionais e equipe técnica envolvida na execução da iniciativa.

Durante o primeiro dia de atividade, foram apresentados os objetivos do projeto, as ações previstas e os territórios envolvidos. As exposições também trouxeram elementos sobre o papel da Rede Central da Caatinga, com experiências e ações em andamento, e a importância da articulação entre organizações sociais e instituições parceiras para fortalecer as dinâmicas produtivas no Semiárido.

Ao longo da programação, momentos de plenária e trabalhos em grupo possibilitaram a construção coletiva do planejamento das ações, com foco no fortalecimento das organizações sociais, na valorização da Caatinga e na geração de renda para as famílias agricultoras.

A proposta dialoga diretamente com as estratégias de Convivência com o Semiárido, promovendo práticas apropriadas e o uso responsável dos bens naturais.

Já no segundo dia, as atividades seguiram com um intercâmbio na comunidade Curral Novo, em Massaroca, no espaço do Quiosque da Umbuzada. O momento permitiu a troca de experiências entre os participantes, aproximando as discussões do território e das práticas concretas desenvolvidas pelas comunidades.

A atividade marca um passo importante na consolidação da Rede Central da Caatinga, fortalecendo o protagonismo das organizações da agricultura familiar e ampliando as possibilidades de atuação em rede no Semiárido baiano.

Nesse processo, o encontro também abriu espaço para a socialização de experiências e a apresentação de produtos desenvolvidos pelas organizações participantes, evidenciando, na prática, os resultados já construídos coletivamente e o potencial das iniciativas em curso no território.

O projeto, executado pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), conta com a parceria da Fundação Banco do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Amazônia, no âmbito do integra o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte), que apoia redes comprometidas com a agroecologia, o extrativismo sustentável e a produção orgânica em diferentes regiões do país.

Ecoforte Redes – Estruturação e Fortalecimento da Rede Central da Caatinga no Semiárido Baiano

Com foco na agroecologia, na produção sustentável e na geração de renda, o projeto tem como objetivo central fortalecer a Rede Central da Caatinga por meio de práticas agroecológicas, ampliando a produção e a autonomia das famílias agricultoras. Para isso, entre seus objetivos específicos estão a estruturação de Unidades de Referência, a implantação de hortas e de tecnologias como sistemas de reuso de água e energia solar, a promoção de feiras e estratégias de comercialização, a realização de processos formativos e o fortalecimento da gestão e da comunicação das organizações.

Ao longo de 24 meses, entre 2026 e 2028, serão desenvolvidas visitas técnicas, cursos e oficinas, assessoria contábil e apoio à organização social. Além disso, haverá incentivo à comercialização — incluindo feiras e quitandas —, bem como a estruturação produtiva e o desenvolvimento de identidade visual dos grupos e produtos. Nesse contexto, as ações têm como públicos prioritários agricultores e agricultoras familiares, mulheres, juventudes, comunidades tradicionais, associações e cooperativas, com a previsão de alcançar cerca de 330 participantes diretos.

Territorialmente, o projeto será executado em Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Pilão Arcado, Sento Sé, Remanso, Canudos, Campo Formoso, Uauá e Campo Alegre de Lourdes, envolvendo associações comunitárias, cooperativas, associações de mulheres, grupos de pescadores e pescadoras, além de comunidades quilombolas e de fundo de pasto:

  • Associação dos Agricultores Familiares das Comunidades Tradicionais de Fundo de Pasto de Vila dos Pauzinhos e Algodão (Campo Formoso)
  • Cooperativa COOMART Mandacaru (Campo Formoso)
  • Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Sítio Campo dos Cavalos (Casa Nova)
  • Associação de Moradores e Produtores de Curralzinho Fazenda Boa Vista e Adjacências (Casa Nova)
  • Associação dos Produtores do Território Quilombola de Lagoinha (Casa Nova)
  • Cooperativa Agropecuária Familiar Orgânica do Semiárido – COOPERVIDA (Juazeiro)
  • Cooperativa Agropecuária Familiar de Massaroca – COOFAMA (Juazeiro)
  • Associação dos Criadores e Produtores Rurais de Pau Preto (Juazeiro)
  • Associação de Moradores de Marco – AMOMA (Remanso)
  • Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso – APPR (Remanso)
  • Colônia de Pescadores Z-49 (Pilão Arcado)
  • Associação de Apicultores de Sento Sé – AAPSSE (Sento Sé)
  • Associação de Moradores e Agricultores das Comunidades de Brejo da Martinha (Sento Sé)
  • Associação Agropastoril dos Pequenos Criadores do Raso (Canudos)
  • Associação de Mulheres em Ação da Fazenda Esfomeado – AMAFE (Curaçá)
  • Associação dos Apicultores de Uauá (Uauá)
  • Associação Comunitária de Fundo de Pasto Nossa Senhora dos Remédios (Campo Alegre de Lourdes)
  • Rede Mulher (Território Sertão do São Francisco)
  • Núcleo de Certificação Orgânica (Território Sertão do São Francisco)

As ações contemplam o fortalecimento de cadeias produtivas como a apicultura e o beneficiamento de pescados, frutas e mandioca. Também incluem o processamento de alimentos e a valorização de produtos da sociobiodiversidade da Caatinga.

O projeto prevê ainda a implantação e o fortalecimento de tecnologias sociais e estruturas produtivas, como sistemas de reuso de água, cisternas, energia solar, cozinhas comunitárias e quintais produtivos.

A estratégia está baseada em uma metodologia participativa, no trabalho em rede, em processos formativos contínuos e na integração entre produção e mercado. Como resultados esperados, destacam-se o aumento da produção, a geração de renda, o fortalecimento da agroecologia e a ampliação da autonomia das comunidades envolvidas.

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Texto e fotos: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

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